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quinta-feira, 31 de maio de 2012

AULA DE MOLHOS

Molhos
Os molhos surgiram há muito tempo. No início, servia como técnica para conservar alimentos: indianos e chineses aprenderam que certas infusões de água ou vinhos com ervas conservavam peixes e caças, além de funcionarem como tempero. Mas foi somente em meados de 500/400 a.C. que os molhos viraram temas dos livros de gastronomia. Um cozinheiro grego, chamado Sicanus Lebdacus, estava sob ameaça de morte caso não resolvesse o drama do mau cheiro de seus assados. Para se salvar, mergulhou um carneiro sem vísceras e sem pele numa mistura de plantas e álcool de uvas. Foi um verdadeiro sucesso. Ele não só salvou a sua vida como acabou inventando o molho. Com o tempo ele foi evoluindo e se tornando cada vez mais importante. Hoje em dia fica impossível imaginar alguns pratos sem o complemento de um bom molho

Molhos Básicos:

Bechamel (Base clara)
O molho bechamel é base para molhos brancos e com queijo. Serve, entre outras coisas, para engrossar, conferir leveza ao prato, dar a liga entre os ingredientes; é um molho de incorporação acima de tudo.
Conta a história que o nome bechamel é herança do sobrenome de seu criador, Louis Bechamel de Nointel, chef do palácio do então rei da França Luís XIV. Mas, segundo pesquisadores, o bechamel como o conhecemos é receita de um jovem cozinheiro, também francês, chamado Antoine Carême, que viveu no século 19 e foi um dos primeiros chefs-celebridades de que se tem notícia.
Receita do molho bechamel
Ingredientes:
-1 litro de leite
-70g de Farinha de trigo
- 70g de manteiga sem sal
- Sal à gosto
- Pimenta branca à gosto.
- Nos moscada à gosto.
- Roux Branco

Modo de preparo:
1 - Fazer um roux branco com manteiga e farinha e deixar esfriar.
2 – Despejar o leite fervendo aos poucos sobre o roux e mexer com batedor de arame continuamente para que não forme grumos.
3 – Levar ao fogo e temperar a gosto. Cozinhar por cerca de 5 minutos.
4 – Passe pelo chinois e deixe esfriar.

Molho Roti  (Base Escura)
            Roti significa “queimado” na língua francesa. Segundo a receita tradicional, a essência do molho é concebida com a queimação da carne, de onde se retira todo o suco. Na verdade a carne não chega a queimar, ela só libera seu suco, mas mantém as proteínas e seu sabor”. O roti é mais utilizado como base para molhos que acompanham carnes e grelhados, já que ele possui um sabor mais forte do que os outros.
            A história revela uma criação ainda em disputa. Os franceses atribuem o feito à sua cultura culinária, e lá ele é feito da própria carne de vaca. Já os italianos, juram de pés juntos que o molho roti já existia na região da Toscana muito antes dos franceses tomarem a frente da criação, e lá o molho era feito a partir dos ossos das caças.

 Receita do molho Roti
Ingredientes:
- 1 k de costela bovina com osso
- 50 g de farinha de trigo
- 75 g de manteiga sem sal
- 1 cebola cortada em pedaços
- 1 cenoura cortada em palitos
- 2 talos de salsão em pedaços.
Modo de Preparo:

1- Pulverize os pedaços de costela com a farinha de trigo. 
2- Leve ao forno a 180ºC para assar. Retire e reserve.

3- Numa panela grande, derreta um pouco de manteiga e doure os pedaços de costela.

4- Junte a cebola, a cenoura e alguns talos de salsão.

5- Cubra com bastante água até a fervura (vá acrescentando a água conforme a necessidade do cozimento).


Molho de Tomate
            É com certeza o mais enraizado em nossa cultura gastronômica. Utilizado em massas, carnes, legumes, o molho de tomate é base para qualquer cozinha, já que é um dos sabores mais familiares ao nosso paladar. “Bife à parmegiana, massas, molho rosé, de tomates frescos, carnes, peixes, vai bem com quase tudo.
*Dical: escolha bem os tomates, selecione os mais vermelhos, maduros e não machucados.
            A origem do molho de tomate é também bastante confusa. Sabe-se que o tomate como fruto era cultivado pelos povos incas, maias e astecas nas Américas e foi levado à Europa somente na época das grandes navegações. Um dos registros mais antigos de sua criação foi em uma receita do italiano Antonio Latine, entre 1692 e 1694, em que ele dizia para levar ao fogo tomates, acrescidos de especiarias e azeite.
  
Receita do Molho de Tomate
Ingredientes:
- 500g de Tomate (concassé)
- 100g de cebola
- 10g de alho
- 1 Bouquet Garni
- 25g de manteiga sem sal
- 50g de extrato de tomate
- Sal á gosto
- Pimenta Branca á gosto
- Açúcar à gosto (para tirar a acidez)

Modo de Preparo:
1 – Em uma caçarola cozinhar a cebola e o alho (finamente picados), com a manteiga.
2 – Acrescenter o extrato de tomate e cozinhar durante mais alguns minutos para que perca a acidez.
3 – Em seguida incorporar o tomate concassé (sem pele, nem sementes, cortado em cubos regulares).
4 – Juntar o bouquet garni e temperar com sal e pimenta a gosto. Mexer bem.
5 – Cozinhar tampado com um papel em fogo baixo, ate que o tomate se desmanche por completo.
6 – Retirar o bouquet garni e acrescentar açúcar (se ficar muito acido).
7 – Passar por um chinois e deixar esfriar ou reservar a uma temperatura acima de 63°C.






Tomate concassé
Modo de preparo: Com uma faca fazer uma cruz na base do tomate, após colocar em água fervente por 30 segundos, retirar e colocar em água gelada para dar um choque térmico. Tirar a pele e as sementes e cortar em cubos regulares.






*Chinois: É uma peneira em formato cônico, geralmente de aço inox, utilizado para coar e separar os sólidos da parte líquida da preparação


Manteiga Clarificada

É Usado para frituras, grelhagens, finalizações de molhos, é considerada a melhor gordura para se cozinhar. Seu sabor suave e sua pureza conferem um sabor único a qualquer prato que dele faça uso. Por retirar suas impurezas, a maioria ou quase toda a proteína, a manteiga clarificada alcança um ponto de fumaça (queima) maior que as gorduras comuns, além de ter maior resistência a rancidez.

Receita:
1 - Coloque um tablete de manteiga sem sal numa panela de fundo grosso, levando ao fogo baixo
2 - Aqueça, sem deixar ferver, até que a manteiga derreta completamente
3 - Use uma escumadeira para retirar as espumas que se formarão na superfície
4 - Retire do fogo e, ao esfriar, remova, com o auxílio de uma concha, a manteiga já clarificada, colocando em um recipiente de vidro com tampa


Nesta aula usamos os fundos feitos na aula anterior como base para prepararmos diversos tipos de molhos. Fizemos também a manteiga clarificada que é uma preparação fácil e de grande utilidade para a gastronomia. Ao final degustamos os molhos acompanhados de torradinhas.

Por: Janine Marçal, Mariana Moni e Renata Della Giustina.


6- Retire as gorduras da superfície de hora em hora, com o auxílio de uma concha, mantendo o fogo baixo até reduzir o molho para aproximadamente 800 ml.
 7- Peneire o molho e volte a cozinhá-lo em fogo brando até encorpar



*Dica: prepare o molho rôti de véspera, pois demanda muito tempo de fervura.

AULA SOBRE: BOUQUET GARNI / ERVAS E TEMPEROS


Bouquet Garni




Ervas e Temperos

Ervas aromáticas: grupos de plantas com função de enriquecer o perfume do prato e complementar o sabor. Devem ser usadas frescas, com conhecimento e cautela para evitar a superposição.
As ervas aromáticas mais utilizadas são: salsa, orégano, majerona, alecrim, sálvia, tomilho, coentro, manjericão, louro, endro/dill, menta/hortelã, cebolinha e aipo.

Especiarias: plantas (raízes, sementes, frutos, etc), usados na forma seca, inteiros ou moídos. São temperos com função de dar sabor e/ou perfume ao prato. O sabor supera o aroma.
Dentre as especiarias temos: canela, baunilha, páprica, anis estrelado, açafrão, cardamomo, cominho, noz moscada, cúrcuma, pimenta, gengibre, cravo da índia, mostarda e curry.
*Para potencializar o aroma e sabor das especiarias deve-se moer ou esmagar.
Diferentes tipos de vinagres e o azeite também são ótimos para dar sabor as preparações.

Na aula de hoje fizemos um trabalho muito interessante onde aprendemos a identificar e diferenciar as ervas aromáticas, através do seu cheiro e apresentação. Também acompanhamos o preparo dos fundos e após ficarem prontos manipulamos os mesmos para que pudéssemos perceber a diferença de cor, aroma e textura de um para o outro.


Por: Janine Marçal, Mariana Moni e Renata Della Giustina.


- Montar utilizando uma folha de alho poro como base.

- Colocar as ervas aromáticas no seu interior e cobrir com outra folha de alho poro.

- Prender bem amarrando com um fio de algodão.



  • Exemplo de ervas: tomilho, louro, salsa, salsão e alecrim (Podendo ser acrescentadas outras ervas de sua preferência).





AULA DE FUNDOS, CALDOS E MOLHOS

Fundo
No Brasil são considerados fundos ossos, aparas, carcaças, legumes e espinhas com aromáticos e líquidos antes do cozimento.

Caldo
É um liquido concentrado obtido do cozimento prolongado, em fogo baixo, de (ossos) carne de boi, ave ou peixe em bastante água com legumes e temperos.
Os caldos são a base para preparações dos molhos e de outras preparações (sopas, consomês, risotos, etc).
São essenciais para dar sabor aos molhos, seu tempo de cocção pode variar de 1h até 4 horas.
Dentre os tipos de caldos temos:
- Caldo claro: obtido pelo cozimento de lento de carnes e aves com legumes.
- Fumet de peixe: preparado com carcaças de peixes, espinhas, cabeças, aromáticos e água.
- Caldo escuro: preparado com ossos de gado, vitela e aves.
- Caldo clarificado: caldo enriquecido e posteriormente coado para oferecer aparência cristalina. A clarificação é feita para se obter um consume.

Molho
É liquido espesso e saboroso que acompanha um alimento com a finalidade complementar e realçar o sabor, a cor e a textura. Pode ser simplesmente redução dos sucos do cozimento ou mais elaborado e espesso à base de outros ingredientes.
Os elementos básicos para preparação de molhos são: caldos, ligações e aromáticos. Os caldos são a base dos molhos, as ligações servem pra dar consistência e os aromáticos para melhorar ou acentuar os sabor.
As ligações podem ser:
- Roux (farinha de trigo e manteiga são lentamente cozidas juntas antes da adição de líquidos)
- Beurre manié (é preparada uma pasta de farinha de trigo e manteiga derretida e posteriormente é adicionado ao molho).
- Gema (adiciona-se ao molho uma mistura de gemas e creme de leite, não pode ferver).
- Sangue: utilizado em molhos que acompanham pratos de caça, coloca-se gotas de vinagre pra não coagular.

Os aromáticos mais utilizados são: mirepoix, bouquet garni, sachet d’epices, cebola brulée, duxeles, roux e beurre manié.


*Dicas:
Para evitar a formação de película salpique um pouco de manteiga na superfície do molho ainda quente.
Pode-se reduzir o molho através da fervura, desde que ele não contenha ovo, iogurte ou qualquer outro ingrediente que talhe. Essa técnica engrossa e intensifica o sabor.


Por: Janine Marçal, Mariana Moni e Renata Della Giustina.

AULA DE VEGETAIS


VEGETAIS


Os vegetais devem ser consumidos na nossa alimentação diária. Com eles podemos ter tudo o que o organismo precisa para se nutrir: proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e sais minerais.

Na aula de vegetais aprendemos, as técnicas de pré-preparo, preparo e apresentação, e reconhecemos os ingredientes para obter um melhor conhecimento sobre como utilizá-los
da maneira mais adequada.

Para realizar uma preparação devemos ter uma boa qualidade de produtos, para que possamos ter um melhor aproveitamento, e menor desperdício. Pensando assim devemos ter um bom critério para hora das compras vão aí algumas dicas de como proceder na hora de escolher os vegetais: Cor, consistência, integridade, tamanho, limpeza.

A maneira como você deve limpar o alimento também é super importante; lavar com água corrente e deixar imerso em água com solução clorada, remover cascas e sementes, é super importante para uma boa preparação.

Tipos de cortes:

Pont neuf : Cortar no sentido do comprimento, em lâminas de 1cm de espessura e finalmente em bastões regulares de 1cm de seção transversal e 7 cm de comprimento.

Bastão: Cortar em bastões regulares de 5mm de seção transversal e 5mm de comprimento.

Palito:Cortar bastões regulares de 2,5 a 4mm de seção transversal e 5cm de comprimento

Mignonnette: Cortar bastões regulares de 2,5 a 4 mm de seção transversal e de 2,5 a 3cm de comprimento.

Palha:Cortar bastões regulares de 1,5 a 2mm de seção transversal e de lâmina ondulada do mandolim,(Mandolim é um utensílio utilizado para cortes na gastronomia).

Cabelo de anjo:Cortar em lâminas finas com o mandolim. Bastões regulares de 5cm de comprimento e de 0,5 a 1mm de seção transversal.

Corte de cenoura:

Rodelas: Corte em rodelas com faca de cozinha.

Vichy: Arredondar as bordas das rodelas.

Sifflet: Corte em diagonal com faca de cozinha.

Canelado: Usar o canelador para formar sulcos.

Flores: Cortar a cenoura canelada em rodelas.

Cortes torneados de Batatas:

Olivette: 2,5 a 3 cm de comprimento

Cocotte: 4 a 5 cm de comprimento, são finas. Branqueadas e salteadas.

Inglesa: 5,5 a 6 cm de comprimento. Cozidas em água com sal começando com água fria ou no vapor.

Château: 7 cm de comprimento. Branqueadas e salteadas.

Fondant: 6 cm de comprimento, 80 a 90g.Um lado liso. Apoiar o lado liso sobre uma forma com manteiga. Coprir com fundo claro e levar ao forno.
Noisettes: Pequenas bolinhas feitas com boleadores próprios. Branquear e saltear.

Parisienne: Bolinhas um pouco maiores que noisettes feitas com boleadores próprios. Branquear e saltear.

Cortes em rodelas- Batatas:

Introdução: Dar forma cilíndrica à batata, cortar as extremidades e passar a batata pelo mandolim.

Chips: Rodelas bem finas transparentes 1,5 a 2mm de espessura.

Batata Portuguesa: Cortar em rodelas grossas 2,5 a 3mm de espessura.

Batata Prussiana: Usar lâmina ondulada.



Por: Janine Marçal, Mariana Moni e Renata Della Giustina.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SOBREMESAS

 Sobremesas ou, raramente, pospasto - é como usualmente se chama o complemento das refeições. Portanto, sobremesa significa depois da mesa ou aquilo que sucede a refeição principal. Costuma ser preparada com açúcar, assim apresentando paladar doce. Vários pratos feitos de diversas maneiras são considerados sobremesa, variando de acordo com a culinária, com os usos e, é claro  os costumes de cada região!
Nesta aula fizemos mousses de morango e chocolate, pera ao vinho, maçã assada, Petit Gateau de chocolate, Souflé de goiaba com molho de catupiry , Macedônia de Frutas com calda de gengibre, Cheesecake com calda de framboesa, Creme Bruleé,  Torta de limão com merengue italiano. Para quem gosta de doces esta foi uma das aulas mais esperadas e com certeza atingiu as espectativas!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ACOMPANHAMENTOS E SOPAS

A aula de hoje foi pura gastronomia!
Fizemos diversas sopas e acompanhamentos, que são preparações que harmonizam com o prato protéico.
Cogumelos recheados, sopa minestrone, risoto de alho poro, risoto de peras com gorgonzola, berinjela recheada e muito mais! Os pratos além de terem ficado com boa apresentação,  ficaram saborosos.
Alguns acompanhamentos merecem atenção:Suflês: são muito delicados e precisam ser servidos assim que saem do forno, se não murcham.Risotos: também precisam ser servidos assim que ficam prontos, caso contrário eles secam, grudam e perdem a característica cremosa.Creme de mandioquinha: o creme de mandioquinha fica quase como um purê de batatas, no entanto é preciso atenção quanto à cremosidade. Se for cozida com muita água na hora de bater vai ficar com consistência mais líquida perdendo a cremosidade.
Veja algumas dessas receitas deliciosas...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CARNES- Técnica de preparo, preparo e apresentação

Na aula de hoje recebemos com muito prazer a chef Marta Fedrizzi.
Marta é formada em Biologia pela UFRGS e nos conta em seu perfil profissional: “fui passar a lua de mel em Buenos Aires, onde meu ex-marido provou croissant e gostou muito. Na volta fiz alguns cursos e começei a fazer croissant para vender em cafés. Já com uma produção grande, fui chamada para fornecer para o Sanduiche Voador que acabou me convidando para trabalhar lá. Assim começei minha carreira na Gastronomia. Fui aprendendo lendo e testando as receitas. Com o passar do tempo fiz cursos para desenvolver as técnicas de cozinha.”
Hoje com a grande presença da chef Marta aprendemos a desossar frango e codorna. Foi muito divertido, nenhuma de nós ainda havia passado por essa experiência. Vimos como devemos fazer para manter o frango inteiro e que se desossarmos as coxas a apresentação não ficará tão boa. Fizemos um delicioso rechei com pão, ervas e azeite de olivas para rechear o frango e as codornas. Assamos e o resultado final? Maravilhoso! A carne das aves fica macia e úmida. Mesmo temperada na hora o recheio dá um sabor à carne que se torna saborosa.
Também cortamos um filé mignon, grelhamos e flambamos diversos cortes. Acredito que esse foi ápice da aula, as chamas da flambada! Também fizemos filés de peixe grelhado, camarões e lulas. Cada tipo de carne tem seu tempo e técnica de preparo que deve ser respeitada.
Ficou tudo maravilhoso e agradecemos muito a chef Marta pela aula!

CARNES: Visita à casa de carnes:Angus da Gruta

A aula desta semana foi diferente. Foi em uma casa de carnes. O sr. Antônio nos recebeu na loja muito carinhosamente e foi um excelente professor! Nos mostrou muitos tipos de cortes de carnes e como fazê-los. Ele se mostrou uma pessoa simples, mas com muito conhecimento e nos transmitiu tudo de forma muito dinâmica.
Começamos com um boi inteiro, em slid show, e fomos acompanhando este experiente “açougueiro” a fazer cortes e identificar as partes dos bovinos. Começamos pelo tradicional filé mignon, passamos pela costela, tatu, picanha, e chegamos até o tutano.
Além das ver e identificar as partes vimos como prepará-las: como fazer um bife, o melhor corte para grelhar, para ensopar, para assar, moer.
Entendemos a diferença entre as fibras, que são fundamentais para a maciez da carne, a diferença de sabor, cor e textura conforme o pedaço.
Agradecemos ao seu Antonio pela aula e a loja Angus da Gruta que nos recebeu.
                                                       

domingo, 9 de outubro de 2011

MOLHOS: TÉCNICAS DE PRÉ-PREPARO, PREPARO E APRESENTAÇÃO

Georges Auguste Escoffier (1846 – 1935) foi um chef francês e escritor que popularizou e renovou os métodos tradicionais da culinária francesa. Bastante popular foi um dos mais importantes chef no desenvolvimento da Cozinha Francesa Moderna. Sua técnica foi baseada no trabalho de Antoine Carême. No entanto, o esforço de Escoffier foi focado para simplificar e modernizar o estilo de preparo e ornamentação de Carême.
Além das receitas que ele inventou e registrou, elevou a gastronomia ao status de profissão respeitada. Ele organizou suas cozinhas através do sistema de brigadas, onde cada uma das seções era gerenciada por um chef de partie.
Escoffier classificou os molhos segundo suas características, mas atualmente as fórmulas para preparação dos molhos foram alteradas e qualquer sistema de classificação não contempla todas as variedades. Nas antigas brigadas de cozinha havia um cozinheiro especializado em fazer molhos – maître saucier.
A palavra molho resulta do fato dessas preparações “molharem” o alimento.
Além do molhos que derivam das bases tradicionais que vimos na aula anterior temos os molhos que tem bases variadas como: creme de leite, manteiga, iogurte, leite de coco, geléias, queijos, frutas, mostarda.
Outra preparação feita foi manteiga clarificada com creme de leite. Utiliza-se manteiga clarificada para fritar, pois tem maior percentual de gordura e maior resistência à rancidez, assim os sólidos do leite presentes não queimam, mesmo em baixas temperaturas.
São as receitas que determinam o estado físico em que a manteiga deve ser utilizada e adicionada às preparações. E são as condições de processamento que definem a classificação das manteigas em extra, comum, de cozinha, etc.
Nesta aula então, os grupos se dividiram e cada um fez um molho diferente. Usamos os fundos feitos na aula anterior como base. Foi utilizada também a manteiga clarificada nas preparações. Ao final cada grupo apresentou o seu molho e provamos os diferentes molhos acompanhados de torradinhas. Tivemos um momento de degustação!

FUNDOS, MOLHOS BÁSICOS E TEMPEROS

Fundos
Fundos são considerados a base da cozinha clássica. Dão sabor e influenciam o sabor das preparações sem se sobressair. Servem de base para molhos, sopas e ensopados.
São caldos feitos a partir da cocção de ossos de frango, peixes, gado, caças ou de hortaliças com água e/ou vinho. Podem ser claros ou escuros, de sabor concentrado. Alguns tipos são: fond de veau, fumet, glace de viande, court bouillon, dashi. 
Há os fundos reduzidos, cuja a técnica se chama deglacer na França. Este nome vem da textura glacê, quando os fundos ou caldos são reduzidos até a consistência de xarope ou gelatina. Isso ocorre devido ao colágeno que desprende dos ossos e peles utilizadas no preparo. Quando resfriados em geladeira solidificam.
Durante a cocção forma-se um espuma com resíduos que deve ser retirada, pois pode prejudicar o sabor. Pode ser feita a clarificação do caldo, que então irá receber o nome de consomé. Adiciona-se claras de ovos batidas ao caldo fervente que irá absorver as partículas de gordura e deverá ser filtrado a seguir em filtro de papel ou pano. Ficará transparente e cristalino.
Os ingredientes aromáticos e condimentos devem ser adicionados no inicia da cocção. Os mais utilizados são: mirepoix, bouquet garni, sachet d’epices, cebola brulée, duxeles, roux e beurre manié.

Molhos
Molhos são levemente espessos, podem ser quentes ou frios e servem de acompanhamento para realçar o sabor, identificar as preparações e melhorar a aparência do prato. O molho foi criado pela necessidade de salgar um alimento e posteriormente foi feito para completar o sabor.
Os molhos são em sua maioria ligados com ingredientes como gema de ovos, sangue, amido, creme de leite, gelatina, iogurte, ou outros ingredientes.
Os fundos (que vimos acima) servem de base para muitos molhos. Um fundo escuro – molho espanhol e demi-glace; base clara – molho bechamel e velouté; emulsionado – maionese e holandês; molho de tomate. A partir desses molhos derivam muitos outros.
Fazem parte ainda do grupo dos molhos os chutneys, coulis, relishes, sabayons e saladas do tipo guacamole.



Ervas aromáticas e especiarias
As ervas podem ser definidas por seu aroma, sabor, qualidades. Seus nomes variam entre as regiões, mas a botânica define seus nomes o que facilita a identificação. Existem espécies para condimentar, fazer chá e para diferenciar preparações. Usa-se raízes, bulbos, caules, folhas, flores, vagens e sementes das plantas.
Algumas espécies mais utilizadas na culinária são: açafrão, aipo (salsão), alcaparras, alecrim, alho, alho poro, anis, baunilha, canela, cardamomo, cebolinha, coentro, cominho, cravo, cúrcuma, endro (dill), erva-doce, estrgão, louro, manjericão, manjerona, noz-moscada, orégano, sálvia, salsa, tomilho.
Ervas, temperos e condimentos caracterizam culinárias específicas e a mistura deles pode obter resultados sensoriais especiais. As possibilidades de uso são infinitas e dependem da criatividade e preferência de quem prepara!

Nesta segunda vimos todas essas bases da culinária. Acompanhamos o preparo de fundos, cheiramos e manipulamos oito tipos diferentes de temperos, além de conhecer e relembram ervas e especiarias que podem nos auxiliar na nutrição e na gastronomia.
Apesar de todas nós não colocarmos “a mão na massa”, esta aula foi muito rica em conhecimentos. A partir de agora temos as bases para criar, inventar, descobrir, redescobrir pratos e preparações.
O próximo passo é treinar nosso nariz, nossos olhos, aos aromas e aos formatos, afinal são muitas as possibilidades na cozinha, são muitos os ingredientes. Precisamos aprender as técnicas de preparo...
 

TIPOS DE CORTES: frutas à macedônia, tomate concassé e Bouquet garni

O primeiro passo para iniciar uma preparação é a aquisição do produto. Para isso é necessário alguns cuidados no momento da compra. O conhecimento das características do produto é indispensável, inclusive quando pensar nas preparação que este alimento fará parte. Aspectos a serem avaliados: cor, consistência, integridade, tamanho, limpeza. Estes aspectos também indicam um maior valor nutritivo.
O passo seguinte é higienizar. Também é um procedimento que requer cuidados especiais na lavagem para que sejam removidos resíduos, microorganismos e outras impurezas. As partes danificadas devem ser removidas, do contrário poderão gerar um sabor desagradável na preparação final. Se forem hortaliças que o consumo é cru, deverá ser feita sanitização.
Deve-se lembrar que com a retirada das cascas e sementes, há perdas do alimento, que é o Fator de Correção, que deve ser considerado ao comprar os alimentos. O fator de correção varia conforme a casca, a habilidade do manipulador, tipo de armazenamento, equipamento/utensílio utilizado e o corte desejado.
Ah os cortes...esta foi nossa atividade da primeira aula prática: TREINAR OS TIPOS DE CORTES.
Utilizamos batatas, cenouras, tomates e frutas. Foram feitos cortes à julienne, brunoise, noisette, allumette, chateau, chips,... podemos experimentar utilizar diversos tipos e tamanhos de facas, assim como outros utensílios - boleadores e o mandolin.  
Além dos cortes, fizemos tomates concassè. É preciso escolher bem o tipo do tomate e a maturação. O tomate quando muito verde é difícil de tirar a pele. E quando o tomate tem a região de sementes muito grande, perde-se muito na preparação.
As frutas à macedônia foram medidas uma a uma. O corte deve ter 5mm de espessura e foi preciso do auxilio de réguas. Isso mesmo, réguas para determinar que todas as frutas saíssem do mesmo tamanho e da maneira certa, como o nome da preparação determina.
Também foi feito um Bouquet garni por cada grupo. É uma mistura de ervas enrolada em uma folha de alho poro, tradicional da cozinha francesa. Deve conter tomilho, louro, salsa, alecrim e aipo que são embrulhados em folhas escuras de alho poro. 
Então cada grupo foi para a sua cozinha exercitar e no final nos reunimos para apresentar e  discutir os resultados.
  
 
                Mandolin